Santa Casa da Misericórdia de Cascais


HISTóRIA

Instituída em 11 de Junho de 1551, pelos moradores da vila de Cascais com a finalidade da prática das catorze obras de Misericórdia que consagravam a essência do exercício da caridade. Inicialmente sediada na Capela de Santo André, era regida por um grupo de irmãos que formavam a Mesa Administrativa presidida por um Provedor e constituída por um escrivão e dez irmãos.

A prática das Obras de Misericórdia, pilares da sua existência, era exercida através do auxílio a pobres, doentes e presos, que se traduzia no resgate de cativos, sustento e livramento de presos, acompanhamento de padecentes, distribuição de dotes a órfãs e esmolas e ainda ao enterro dos mortos.
Para reforçar a sua acção humanitária e assistencial, dotando-a de maior rendimento e meios, foi-lhe anexado em 1587 o Hospital dos Mareantes Pescadores, suas rendas, foros e bens.

O núcleo histórico onde se insere a Misericórdia de Cascais situa-se no centro da vila e é constituído pela sua sede, igreja, sacristia, antiga farmácia e hospital, que aqui esteve sediado até 1941, celeiro, casa do capelão e pátio.

A primitiva igreja ruiu com terramoto de 1755 e foi reedificada ficando concluída em 1781, estando inacabadas as duas torres laterais.

O seu interior é amplo, com coro, dois altares laterais, sendo o que se encontra do lado do Evangelho uma capela dedicada ao Senhor dos Passos, mandada construir em 1700 por Francisco Tavares da Fonseca e sua mulher Maria da Silva e Veiga, com a finalidade de nela serem sepultados com instituição de uma missa quotidiana. A capela mor, adornada por pintura marmoreada apresenta uma tribuna e trono onde se destaca a imagem da padroeira da Irmandade - Nossa Senhora dos Anjos.

A sacristia que lhe está anexa é um dos elementos mais antigos deste conjunto arquitectónico, remontando provavelmente à época da sua fundação. O seu tecto em madeira exibe motivos alusivos à Eucaristia enquadrados por concheados e elementos vegetalistas estilizados e florais.

O seu espólio é constituído por um vasto conjunto de alfaias. Integra paramentaria, pintura, escultura, ourivesaria, cerâmica e ainda mobiliário. Destacamos o primitivo retábulo quinhentista atribuído a Cristóvão Vaz, constituído por quatro tábuas, que actualmente se encontra exposto na sala de despacho, que deu lugar a um novo de talha barroca datável do início de setecentos, que desapareceu aquando do Terramoto.

Todo este núcleo histórico e acervo multissecular revela-nos tempos e vivências imemoriais e parte da história de uma instituição de vocação assistencial com cariz fortemente religioso, que percorreu transversalmente 459 anos.

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